Por administrador em 25/abr/2012

Professores (as) cobram prioridade para Educação no Orçamento



As professoras e professores do DF lotaram o auditório do edifício-sede do Detran para a primeira audiência pública de discussão do orçamento de 2013. O evento foi aberto pelo secretário de Planejamento, Luiz  Paulo Barreto, que alegando outros compromissos, deixou a mesa antes de iniciada a exposição dos técnicos e subsecretários. Durante toda a manhã a categoria colocou seu ponto de vista sobre a discussão. “O orçamento não é apenas técnico, é uma peça de construção política e por isso acreditamos que  se a Educação é prioridade, é preciso se organizar para fazer outras escolhas políticas, que não sejam as mesmas de governos anteriores”, afirmou Rodrigo Rodrigues, diretor do Sinpro.

A professora Marcia Acioli questionou a desproporção absurda entre os gastos com publicidade e o que se gasta  para garantir uma educação de qualidade. “Esse é um direito do cidadão e prerrogativa do Estado. Não existe educação de qualidade sem professores bem pagos”, afirmou ela.

O professor Otamir de Castro chamou a atenção para a necessidade de se cobrir as quadras esportivas e se incentivar a criação de laboratórios de informática. O diretor do Sinpro Tião do Gama lembrou que na hora das eleições todos dizem que Educação é prioridade, mas que quando assumem mudam o discurso. “Vamos acompanhar todas as discussões sobre o orçamento e cobrar mais investimentos na educação”, afirmou ele.

O professor João Bosco Monteiro Lobato lembrou que educação não é despesa, é investimento e que é assim que um governo dos trabalhadores deve pensar sua atuação no setor. O diretor do Sinpro, Francisco Alves, o Chicão, manifestou preocupação de que não haja previsão para convocação dos concursados diante da carência existente hoje nas escolas.

O estudante Carlos Vinícius do CEM Paulo Freire criticou a crônica falta de professores nas escolas.”Nós vamos disputar com alunos preparados pela escola privada em total desigualdade de condições, pois passamos meses sem aulas de Português, História ou Matemática”, afirmou.

Vários educadores lembraram dos R$ 285 milhões disponíveis do Fundo Constitucional do DF e da falta de planejamento para o cumprimento de um acordo firmado há mais de um ano.

A participação da categoria nesse debate serviu para levar aos gestores do Orçamento a responsabilidade política que o Estado tem ao definir as prioridades.

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