Por administrador em 25/nov/2014

Primeiro dia de greve mobiliza 80% dos trabalhadores da Cobra Tecnologia



Trabalhadores de Tecnologia da Informação da Cobra entraram em greve por tempo indeterminado nessa terça feira (25). A categoria revindica melhorias nas condições de trabalho e reajuste salarial, pauta que já foi apresentada à diretoria da empresa em quatro mesas de negociação que não surtiram o efeito esperado. Quase a totalidade dos funcionários da empresa presta serviço para o Banco do Brasil.

“Aproximadamente 80% dos trabalhadores aderiram à paralisação. A expectativa do Sindicato é que o segundo dia de greve consiga agregar 100% dos profissionais”, afirma Maria do Socorro, secretária de saúde e condições de trabalho do Sindpd, o sindicato que representa a categoria no DF .

Funcionários de seis estados aderiram à greve, aprovada pelos trabalhadores em assembleia extraordinária realizada no último dia 17. Atualmente, um técnico de operações da empresa recebe R$ 1.627,90 por mês, enquanto o piso salarial dos funcionários do Banco do Brasil é de  R$ 2.043,36.  O salário médio de um técnico em outras empresas é de R$ 2.100, o que significa uma diferença de quase R$ 500 por mês.

Além do reajuste salarial com ganho real de 5% e reposição inflacionária relativa aos últimos 12 meses, os trabalhadores reivindicam o fim do assédio moral com a criação de políticas preventivas e apuração dos casos relatados, que atualmente é a queixa constante dos funcionários em filiais de todo país.

Nas mesas de negociação, a empresa apresentou a proposta de 0,5% de ganho real no salário dos servidores e não se posicionou à respeito das cláusulas sociais. “A empresa não está tendo nenhuma boa vontade em negociar. Até o momento, não se pronunciou sobre retomada de negociação e apresentação de nova proposta”, afirma Maria do Socorro.

O Sindpd reitera que a greve é um direito constitucional dos trabalhadores e que, por fazerem parte da categoria de Tecnologia da Informação (e não se encaixarem no conjunto de atividades essenciais definidas por lei), é desnecessário que um número mínimo de funcionários permaneça desempenhando suas atividades durante a greve. Qualquer tentativa que parta da empresa com o intuito de  impedir que os trabalhadores façam parte da mobilização deve ser denunciada, orienta o Sindpd.

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