Por administrador em 27/jan/2014

Portal da Câmara diz que reforma política pode ser votada em abril



Projeto traz 16 alterações no sistema político-eleitoral. CUT apoia campanha por Constituinte Exclusiva e Soberana da reforma política.

O portal da Agência Câmara, que traz notícias e informações relativas à agenda e votações deputados federais publica nesta segunda-feira (27) texto no qual afirma que a proposta de reforma política pode ser votada em abril. O texto tem fonte única: o deputado Espiridião Amin (PP-SC), que é relator do projeto.

A Central Única dos Trabalhadores tem entre suas prioridades de luta para 2014 a reforma do sistema político. A CUT apoia e participa da campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana da reforma, que foi lançada em 15 de novembro de 2013, em Brasília, por mais de 100 entidades dos movimentos sociais de todo o País.

A Central defende a mudança do sistema político como caminho para livrar a política e o Parlamento brasileiro do poder econômico e abrir espaço a real representação e participação popular direta nos processos e esferas de decisão dos rumos do Brasil.

Texto da Agência– Câmara dos Deputados pode votar em abril a proposta de Reforma Política (PEC 352/13) elaborada pelo grupo de trabalho criado pela Presidência da Casa. O projeto traz 16 alterações no sistema político-eleitoral.

Entre elas, a mudança no financiamento de campanhas eleitorais e alterações no sistema eleitoral, com a eleição de deputados por região do estado; coincidência de eleições, voto facultativo e exigência de número de votos mínimo para partidos e também para candidatos.  A proposta está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para o relator, deputado Espiridião Amin (PP-SC), um dos pontos fundamentais da reforma é a mudança no sistema de financiamento das campanhas eleitorais. Pela proposta, haverá um teto de despesa para a campanha, que será definido em lei pelo Congresso Nacional.

Cada partido poderá optar pelo modo de financiamento, se privado, misto ou exclusivamente público. Também deverá ser fixado em lei o valor máximo para as doações de pessoas físicas e jurídicas.

“A proposta vai nesta linha de reduzir o poder econômico na campanha e, como resultado, reduzir o efeito do poder econômico na representação política”, observa o relator. “Essa que é a finalidade de tudo isso. Ter uma representação política menos corrompida, menos subordinada ao poder econômico.”

Mudanças eleitorais

Amin chama a atenção ainda para a necessidade de uma profunda alteração no sistema eleitoral. Ele lembra que as manifestações de rua de junho de 2013 questionaram a legitimidade da representação do Congresso.

Ele explicou que a exigência de um número mínimo de votos para parlamentares e também para partidos pode mudar essa situação porque deixariam de existir políticos eleitos com apenas uma dezena de votos, como já ocorreu.

Amin lembrou que o Congresso já aprovou medida que exigia que os partidos tivessem um número mínimo de votos em determinado número de estados. Mas a chamada cláusula de barreira foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Na opinião do relator, ela é imprescindível para a moralização do sistema eleitoral e o fim das barganhas na hora de formar as alianças políticas.

“Isso é um negócio. Porque se você cria um partido e consegue que eu, deputado federal, me filie ao seu partido, você já começa com R$ 700 mil de fundo partidário e tempo de televisão. Independente de quantos votos eu fiz. Eu posso ser o deputado mais votado de São Paulo ou o menos votado de Roraima, eu represento em termos de fundo partidário e tempo de televisão, R$ 700 mil”, explica Amin.

A proposta de reforma eleitoral foi apresentada pelo presidente do Grupo de Trabalho, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Se aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, segue para votação em Plenário.

Escrito por: CUT Nacional, com informações da Agência Câmara

 

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