Por administrador em 25/abr/2014

O magistério pulsa em todo o território nacional



Em prol de uma educação pública de qualidade e pela sua valorização, o Sinpro apoia todas as manifestações e paralisações de companheiros (as) em várias partes do país, de norte a sul.

Região Sul

Nesta semana, professores da rede pública de ensino do Paraná entraram em greve.  De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), a paralisação foi motivada pela demora do governo de atender as demandas da categoria, como um novo modelo de atendimento à saúde, pela não implementação dos 33% de hora-atividade para o magistério no início do ano letivo de 2014 e pelos descontos no auxílio-transporte.

Também é cobrado a implantação do Piso Nacional para o professor (mínimo de 8,32%), o reajuste no mesmo índice do Piso Regional (7,34%) para os funcionários de escolas, o pagamento das promoções e progressões em atraso, o fim do corte do auxílio transporte para os afastados por licença médica e melhoria do contrato de Processo Seletivo Simplificado (PSS).

Região Nordeste

Ainda em abril, os professores da rede pública de Natal entraram em greve. E após cerca de três semanas de paralisação e diálogo entre o Sinte/RN e o governo, o poder público resolveu cumprir a determinação judicial de repor os salários dos professores grevistas, cortados ilegalmente. O sindicato ainda pede para que a secretaria municipal de educação pague os direitos funcionais de abril, gratificações de mudança de padrão e de nível (mestrado e doutorado), unificação de carreira, novo concurso público, redução da jornada dos educadores infantis, dentre outras.

Em Maceió, professores estão em greve desde o dia 10 de abril. Eles realizaram ato público no pátio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), protestando contra a indefinição com relação aos pontos pendentes da pauta de reivindicações da categoria, que reivindica o cumprimento do reajuste do piso salarial do magistério de acordo com o índice definido nacionalmente – de 8,32% (até agora só foi garantido 7%), a implantação de 1/3 de hora-atividade e o pagamento do retroativo do difícil acesso, que vêm sendo cobrado pelo Sinteal e que a gestão municipal nega.

Região Norte

Em Tocantins, os professores da rede estadual decidiram na terça-feira (22) suspender a greve que quase completou um mês. A categoria aguarda a aprovação de uma emenda que altera pontos de uma medida provisória publicada no início do mês pelo Governo do Estado. O texto trata do plano de cargos, carreiras e salários da categoria. A emenda foi negociada entre o governo, os professores e deputados.

Região Sudeste

Os professores ligados ao Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) entraram em greve nesta quarta-feira (23). O sindicato afirma que representa 58 mil dos 92 mil docentes ativos e inativos da rede municipal de ensino de São Paulo. A pauta de reivindicações é composta de itens relativos à remuneração, questões funcionais, política educacional, saúde dos profissionais de educação, segurança nas escolas, condições de trabalho, funcionamento e organização das escolas, entre outras demandas.

No Espírito Santo, a greve dos professores já completa 10 dias. De acordo com um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sindiupes), João Paulo Cardoso, a previsão é de que a greve continue até o dia 29 de abril, quando uma nova assembleia será realizada. Entre as demandas dos profissionais estão reajuste salarial de 10%, pagamento do piso salarial da categoria (de R$ 950) e votação direta para diretores de escola.

Região Centro-Oeste

Os professores da rede pública de ensino de Novo Gama (GO) continuam em greve. Já são 45 dias de paralisação e a categoria se depara com a inflexibilidade do prefeito do município, que, sequer, aceita receber os representantes da categoria para dialogar. Diante do impasse, a CUT Brasília recorrerá aos parlamentares estaduais e federais, no intuito de abrir mesa de negociação.

De acordo com o presidente do Sinpro-NG, sindicato que representa a categoria, Assis Soares Lima, “a prefeitura afirma que não há verba para a continuidade do pagamento da jornada ampliada para os professores, mas, na verdade, o Executivo local vem utilizando de forma indevida os recursos repassados pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação)”.

No Distrito Federal, a luta dos professores está sendo pautada pela construção do Plano Distrital de Educação. O texto base do projeto está na Câmara Legislativa.

(Com informações da CUT Brasília, Uol, G1, Tribuna do Norte e Sinte/RN)

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