Por administrador em 10/jun/2013

Número de atestados reflete falta de prevenção de doenças ocupacionais



Matéria veiculada pela TV Globo mais uma vez trata do grande número de atestados médicos dos professores e professoras do DF. O adoecimento da categoria vem sendo denunciado há anos pelo Sinpro, que cobra dos sucessivos governos uma política de prevenção que leve em conta as pressões sofridas hoje no dia a dia das escolas. Salas superlotadas, estruturas inadequadas, indisciplina, ameaças, violência e a sensação de “dar murro em ponta de faca”, são fatores que provocam uma série de doenças ocupacionais.

É mais do que urgente que o GDF faça um esforço para garantir a implantação o mais rápido possível de um plano de saúde e de uma política efetiva de prevenção à saúde. Também deve se planejar melhor para evitar que o banco de reserva de contratos temporários seja utilizado para cobrir carências definitivas e não para as necessidades eventuais de licenças da categoria. Não podemos mais aceitar medidas paliativas ou de restrição às licenças, pois isso significa penalizar o doente e não a busca de soluções para os adoecimentos.

Segundo a matéria da TV Globo, o que chama a atenção são os motivos desses afastamentos: na maioria, problemas psicológicos e doenças musculares. O pesquisador da Universidade de Brasília Mário Cesar Ferreira diz que em todo o país a situação é a mesma. Uma alta incidência de professores doentes e afastados. “Uma síndrome do esgotamento profissional, ou seja, exaustão emocional, cansaço crônico, frustração, desmotivação. Muitos professores já pensam em abandonar a carreira”, explica.

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