Por administrador em 06/mar/2012

Nova negociação nesta quarta, 7



Depois de 111 dias de contagem regressiva, o governador Agnelo Queiroz recebeu a comissão de negociação do Sinpro nesta terça-feira na residência oficial de Águas Claras. Mas não houve avanço e nova negociação está marcada para a tarde desta quarta, 7. O governo mais uma vez utilizou o discurso de justificar o arrocho salarial  com a necessidade de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), conforme tem divulgado na imprensa. A comissão mais uma vez reiterou que o que a categoria reivindica é o cumprimento de acordo feito em abril e que prevê a busca da isonomia salarial com outras carreiras de nível superior.

Há quase um ano, em abril do ano passado, firmamos um acordo que previa a reestruturação do Plano de Carreira para que, ao longo de 2012, 2013 e 2014, construíssemos o caminho da isonomia salarial. Ou seja, o GDF teve bastante tempo para incluir a reestruturação em sua previsão financeira. É por conta do descumprimento desse acordo  que os professores estão em campanha e podem entrar em greve diante da negativa do governo local de cumprir o que foi acertado.

Da mesma forma como a categoria conquistou, na luta, o reajuste de acordo com o Fundo Constitucional, o aumento do tíquete-alimentação,  a gestão democrática, está mobilizada agora pela reestruturação do Plano de Carreira, pela implantação do Plano de Saúde e outros pontos que dizem respeito à valorização da categoria.
Desde o dia 17 de novembro estamos em contagem regressiva à espera de que o governo se sentasse à mesa e negociasse uma tabela salarial para o nosso plano que viesse ao encontro da expectativa da categoria, pois a que ele apresentou em novembro foi totalmente rejeitada pela categoria. Mas negociar de verdade e não usar do expediente de tentar desmobilizar o professorado com o discurso do respeito à LRF, que só é lembrada para arrochar os salários dos servidores.

Estamos muitos conscientes da legitimidade da nossa luta, das nossas reivindicações e preparados para  decidir os rumos da nossa luta no dia 8 de março, inclusive usando de um instrumento legítimo da classe trabalhadora, que é a greve, para fazer valer nossos direitos. Afinal, acordo é para ser cumprido! Todos e todas à assembleia nesta quinta, 8, às 9h30, na Praça do Buriti.

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