Por administrador em 31/jul/2014

Nota de repúdio ao massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza



Cnte-banner-nota-publicaA CNTE, entidade representativa de mais de 3 milhões de trabalhadores da educação básica pública no Brasil, reitera seu irrestrito apoio à criação do Estado da Palestina e à autodeterminação de seu povo, condição justa e essencial para a paz no Oriente Médio.

Diante do massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza, nas duas últimas semanas, tendo resultado na morte de mais de 700 palestinos – grande parte mulheres e crianças – contra 32 soldados e três civis israelenses, os/as educadores/as brasileiros/as condenam as ações de extermínio camufladas em guerra contra as lideranças do Hamas, eleitas democraticamente para governar parte dos territórios palestinos.

A cada dia fica mais evidente a desproporcionalidade nos ataques e mortes envolvendo israelenses e palestinos, e é inadmissível que a comunidade internacional, sobretudo a ONU, mantenha-se inerte ao que ocorre neste momento no Oriente Médio, assim como em outros territórios da África.

Neste sentido, consideramos acertada a atitude do governo brasileiro de chamar o embaixador de Israel no Brasil para prestar esclarecimentos sobre a “guerra” na Faixa de Gaza, assim como de convocar o embaixador do Brasil em Tel Aviv com o mesmo propósito. Ademais, tais medidas resguardam o cumprimento de preceitos que regem as relações internacionais do Estado Brasileiro, dentre os quais: a prevalência dos direitos humanos, a autodeterminação dos povos, a não-intervenção, a defesa da paz e a solução pacífica dos conflitos.

Aproveitamos o ensejo para condenar as manifestações ofensivas de diários de imprensa israelenses, da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do próprio Ministério de Relações Exteriores de Israel em relação ao posicionamento e às ações do Brasil frente ao conflito de força desproporcional na Faixa de Gaza. Algumas declarações infelizes desses atores têm invertido a lógica, por exemplo, do relativismo moral de que acusam o Brasil, uma vez que é Israel quem o pratica para justificar a matança em Gaza e para ratificar sua visão etnocêntrica sobre a negação do Estado Palestino.

Brasília, 24 de julho de 2014
Diretoria Executiva da CNTE

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