Por administrador em 05/maio/2014

Nota de falecimento



É com grande pesar que o Sinpro-DF comunica o falecimento de Guilherme Moura de Jesus, professor de inglês no Centro de Desenvolvimento Global, em Planaltina. O velório está sendo realizado desde as 8h no Cemitério de Planaltina. O enterro será às 10h. A diretoria presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Abaixo segue a matéria sobre este lamentável epísódio:

Menino executa professor

Um professor foi morto durante uma suposta tentativa de assalto na Vila Vicentina, em Planaltina, na manhã de sábado (3/5). Segundo testemunhas, ele teria sido abordado por um garoto que não aparentava ter mais do que 11 anos, e pretendia levar a bicicleta e o celular de Guilherme Moura de Jesus. Ao reagir, ele levou um tiro na cabeça. A ocorrência foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina).

Enterro
Ex-professor de 130 alunos, Guilherme Moura de Jesus, morador de Planaltina, será enterrado às 10h da manhã desta segunda-feira (5/5), com direto à ampla manifestação de parte da população local. Em um protesto prometido após o velório e o enterro do professor — recentemente aprovado em concurso da Polícia Militar de Florianópolis –, a indignação deve transparecer, especialmente pelas circunstâncias da morte do profissional conhecido pela postura sempre pacífica. Ele morreu no domingo (4/5), quando já estava no Hospital de Base, depois de inicialmente ter sido atendido no Hospital de Planaltina.

Vivendo no Brasil há seis anos, o coordenador do curso em que Guilherme trabalhava, Álvaro Manuel da Silva, comenta que a mobilização de hoje tem como objetivo a garantia de que a “polícia consiga fazer o trabalho dela e que a morte do Guilherme não seja mais uma, em meio à impunidade que ocasiona estes crimes”. Formado em filosofia, Álvaro conta que, na Guiné-Bissau, crimes como esses não são comuns, já que há “violência envolta em questão política”. “Lá, assim como na Nigéria e em Gana, os jovens passam o dia na escola e dificilmente são vistos nas ruas, durante o dia. É o tipo de medida que faz a diferença: quem dá a noção do certo e do errado é justamente a educação”, reforça.

(Do Correio Braziliense)

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