Por Tomaz Campos em 08/ago/2017

Nota de esclarecimento a respeito das dificuldades dos estudantes na validação do passe livre



Em resposta para a matéria exibida pela EBC/TV Brasil na segunda-feira (7), o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) esclarece que o GDF é o principal responsável por esses inúmeros transtornos enfrentados por estudantes da rede pública e privada, dos ensinos fundamental, médio e superior, que não conseguem validar o passe livre e precisam arcar com as despesas para irem estudar.

Este problema teve início quando o GDF decidiu suspender o benefício dos estudantes durante o recesso estudantil. Na opinião do Sindicato, esta determinação vai contra a ideia do passe livre, pois para a formação do estudante, ele não deveria ter o passe livre apenas para ir para a escola ou universidade, mas também para ter acesso a outras atividades culturais fundamentais para ele, como o teatro, cinema e demais manifestações culturais presentes na cidade. Inclusive isto está previsto no Currículo em Movimento do próprio GDF.

Nesta época, há uma grande renovação de matrículas nas universidades particulares, pois as matrículas são semestrais. Além delas, basicamente a lista dos beneficiários oscila pouco, portanto o GDF deveria ter se preparado para estas mudanças e nada fez.

Por opção do GDF em desativar e reativar este sistema, inúmeros problemas acontecem. O governo deveria ter se preparado, mas resolveu responsabilizar as instituições de ensino e seus beneficiários. Primeiramente, o GDF diz que estes problemas do passe livre podem ser resolvidos pelo sistema eletrônico, mas na verdade nada é resolvido à distância, o estudante geralmente precisa ir até um posto e muitas vezes não consegue ser atendido.

Nos postos, o estudante não é atendido, pois faltam servidores públicos em número suficiente para atender todos os estudantes. Isso gera filas quilométricas. É necessário que tenha mais servidores para o atendimento, porém a lógica do GDF é de enxugamento do Estado, da não contratação e desvalorização do servidor público, assim o quadro gradativamente se reduz. Menos servidores, mais filas. E claro, muitas filas não seriam necessárias se o sistema na internet funcionasse.

Muitos cartões são validados, mas quando o estudante entra no ônibus, ele não é aceito. A rede é falha na sua atualização, apresenta diversos problemas, que o estudante não consegue solucionar à distância. E precisa se dirigir aos já lotados postos de atendimento.

O Sinpro está cobrando do GDF mais agilidade para a resolução deste problema e ao mesmo tempo, conversando com entidades estudantis, com a UNE, UBES e a UESDF. O Sindicato e estas entidades defendem um novo projeto do passe livre, mais amplo, de fato “livre”, que resolveria todos esses problemas e poderia ser utilizado para o estudante ir a outras atividades que fazem parte do seu processo de formação.

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