Por André Barreto em 23/set/2017

Moção de Apoio aos professores de Palmas, Tocantins, em greve de fome



A Diretoria Colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal – SINPRO-DF vem a público prestar apoio à greve dos(as) trabalhadores(as) em educação do município de Palmas/TO e, na figura de seu Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (SINTET), solidariza-se com o movimento grevista da categoria.

Desde o dia 5 de setembro, profissionais da educação de Palmas estão em greve e, desde o dia 13, ocupam a Câmara Municipal em busca de soluções junto ao legislativo e a Prefeitura. Segundo SINTET, os professores reivindicam a realização de eleição para a função de direção de escola, pagamento de reajuste salarial e pagamento de direitos garantidos em lei e que estão atrasados desde 2013.

O prefeito da cidade, Carlos Amastha (PSB), se recusa a dialogar com os professores e afirmou que os pontos serão cortados na folha de pagamento.

A atitude levou os grevistas a tomarem medidas extremas em busca dos direitos negados: em protesto, sete professores da rede municipal fizeram a última refeição no dia 20, às 17h30.

De acordo com um dos trabalhadores que estão em greve de fome, o ato foi motivado pela falta de diálogo com a gestão municipal. “Tomamos essa decisão de entrar em greve de fome porque não acreditamos mais no diálogo. Já tentamos diálogo por meio da Câmara de vereadores, Assembleia Legislativa e até mesmo diretamente no gabinete do Secretário Municipal de Educação, porém, não houve evolução”, disse.

O SINTET enviou ofício ao prefeito Amastha, solicitando com urgência a realização de uma audiência, porém, não houve resposta.

De forma contundente, a Diretoria Colegiada do SINPRO-DF e os educadores do Distrito Federal repudiam a ação da gestão municipal da cidade de Palmas, que não honra os compromissos firmados com a categoria e reproduz na cidade os mesmos ataques à educação proferidos pelo governo federal. Além disso, o Executivo local age com total desrespeito com os(as) educadores(as) da cidade. Um governo que não cumpre as diretrizes do Plano de Carreira dos profissionais da educação não pode mesmo ser respeitado!

Toda força aos(às) trabalhadores(as) em educação do município de Palmas!

Diretoria Colegiada do Sinpro-DF

Saiba mais

Pais apoiam movimento

Em apoio aos professores, pais, alunos e a população fizeram um manifestação em frente à prefeitura na avenida JK na sexta-feira (22/9), em protesto pela falta de diálogo por parte do prefeito Carlos Amastha e do secretário municipal de educação, Danilo de Melo.

Mais mobilização

Na manhã de quinta-feira (21/9), pais de alunos da rede municipal procuraram a Defensoria Pública do Estado para resguardar os direitos dos filhos, alegando que a prefeitura, ao negar diálogo com os professores, colocou pessoas contratadas inabilitadas nas salas de aula. Em visita às escolas, vereadores da Câmara Municipal confirmaram a presença de profissionais sem formação adequada nas escolas.

Além disso, alguns pais também protocolaram junto ao Núcleo da Infância e Juventude da Defensoria, denúncia contra as direções das escolas em greve, que estariam coagindo pais de alunos, por meio de aplicativos de WhatsApp, a levarem seus filhos para as aulas mesmo sem os professores titulares. Os diretores alegam que serão descontadas as faltas dos alunos.

Em Palmas, os diretores das escolas são indicados pela prefeitura. O SINTET afirma que as escolas são usadas como parte das estruturas de campanha dos gestores, que distribuem cotas de escolas para deputadas(as), vereadores(as) e lideranças locais. Uma das reivindicações dos professores é a eleição dos diretores pela comunidade e corpo docente, garantindo maior autonomia para as escolas.

Fotos: Comando de Greve

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