Por administrador em 10/out/2013

Mesmo com corte de ponto, 85% dos professores de Mato Grosso continuam em greve



Mesmo com estimativa anunciada pelo governo de que ao menos 45% das escolas da rede estadual de ensino retornaram às atividades, na última terça-feira (08/10), depois do anúncio do corte de ponto dos professores que não retornassem ao trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) afirma que a greve em Mato Grosso é mantida. Isso demonstra que não há temor nem mesmo após as ameaças feitas pelo governo estadual contra os trabalhadores da educação. Nas duas maiores cidades do Estado, 85% das escolas continuam com as atividades suspensas.

O Sintep revela que, das 121 escolas, 103 estão sem atividades por tempo indeterminado. Os trabalhadores exigem avanço no processo de negociação e que a pauta de reivindicações seja atendida. Em Cuiabá , das 75 escolas da rede estadual 60 permanecem fechadas. O presidente João Custódio argumenta que, considerando o número de profissionais 80% estão em greve, esse percentual reforça a luta do movimento aos 58 dias de greve.

João Custódio afirma que o impacto tem sido pequeno, mesmo diante do comunicado oficial e a informação que está sendo levada pelo Sintep/MT tem mantido os trabalhadores cientes dos seus direitos e das ilegalidades do governo.

Entre as maiores escolas de Cuiabá, apenas 1 retornou e parcialmente, a Escola Estadual Cesário Neto. Unidades como a Escola Estadual Liceu Cuiabano, Presidente Médici, Nilo Póvoas, André Avelino, Dione Augusta continuam sem aulas.

Em Várzea Grande a secretária-geral da subsede do Sintep, Anadelma Marques Borges, explica que  a categoria está unida. Nas visitas diárias que têm sido feitas nas unidades escolares, os profissionais estão sendo esclarecidos sobre a legalidade da greve. O município tem 46 escolas, apenas uma retornou completamente, a Escola Estadual Herocrito do Cristo Rei; e duas parcialmente: Pedro Gardés e Dom Bosco.

Nesta quarta-feira (9), a equipe do Sintep/MT esteve na Escola Emanuel Pinheiro conversando com os profissionais que decidiram retornar às atividades esta semana por medo. Após a orientação do sindicato, os trabalhadores decidiram retornar para a paralisação amanhã.

“Nós estamos esclarecendo sobre a pressão do governador nas escolas e percebemos que todo mundo está firme. Nós esclarecemos que em outros estados e cidades ocorreu o mesmo e a Justiça não considerou legal. O governo está fazendo terrorismo”.

Em relação ao interior o Sintep/MT está concluindo o levantamento do quadro de greve. Inicialmente os números apontam que o cenário segue o mesmo ritmo que da Capital e Várzea Grande, reforçando a paralisação por mais valorização profissional dos educadores.

Nas regionais Oeste 2, que inclui o município de Cáceres e entorno, 90% das escolas continuam com as atividades paralisadas. Da mesma forma na região Sul 1, que engloba o município de Rondonópolis, 9 entre 10 unidades estão paralisadas.

Agora pela manhã o Sintep está reunido na Secretaria de Estado de Educação com secretários de governo e deputados. O agendamento do encontro foi realizado após pressão realizada pelo movimento sindical junto ao Legislativo para o avanço no processo de negociação.

Laura Petraglia

 

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