Por administrador em 08/dez/2014

Menos superávit primário e mais investimento social



A votação no Congresso Nacional do projeto do Governo que incorporou à conta do superávit primário os investimentos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os subsídios concedidos a setores produtivos – como contrapartida à manutenção do emprego da classe trabalhadora -, conta com a total aprovação dos educadores das escolas públicas, que reivindicam menos pagamento de juros da dívida e mais investimento social, em serviços públicos e em infraestrutura.

 

O superávit primário integra o receituário neoliberal que impõe uma poupança compulsória aos governos de diversos países, a fim de pagar juros da dívida. O percentual dessa poupança varia conforme a disposição dos governos em remunerar o capital.

Neste sentido, não nos estranha a atitude de partidos da oposição e da grande mídia, que representam os interesses das elites econômicas do país, que criticaram a dita “manobra” fiscal do Governo, que reduziu o superávit primário e, por tabela, o lucro do capital improdutivo que vive de juros.

No caso dos partidos opositores, chegaram ao cúmulo de organizar manifestações com “militantes” pagos nas galerias do Congresso, os quais não se contentaram em protestar contra a medida do governo, mas partiram para agressões preconceituosas e machistas contra parlamentares que defendiam a redução do superávit.

A disputa em torno do superávit primário reforça o acerto das urnas, que recusou o projeto entreguista e rentista defendido pelas oposições. E a CNTE espera que o novo governo aprofunde as políticas sociais, especialmente de emprego, renda, moradia, transporte, saúde, segurança e educação (garantindo o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação), e mantenha as restrições ao pagamento de juros com consequente transferência de mais recursos para a qualidade de vida da maioria da população.

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