Por administrador em 28/nov/2012

Mais diálogo seria bom, para começar



Seria irônico, não fosse de indignar. Na entrevista publicada nesta quarta, 28, no Jornal de Brasília, depois de elencar uma série de medidas na administração pública (nenhuma delas comunicada aos servidores),  o secretário de Administração, Wilmar Lacerda, disse que estabelecerá um “diálogo” mais frequente com as categorias. É o caso de perguntarmos: o que o atual governo entende como diálogo? Pois se estamos desde a última assembleia tentando retomar o processo negocial e não temos recebido qualquer resposta.

Sobre a sua declaração de que não haverá recursos suficientes para implantar planos em 100% das categorias, temos a dizer que, no caso dos professores, a reformulação do Plano de Carreira é um compromisso assumido durante a campanha pelo governador Agnelo e o acordo feito com a categoria desde o início tem como  perspectiva  o caminho da isonomia. É preciso corrigir essa distorção, que faz com que nossa categoria, de nível superior, tenha um dos menores salários entre as do mesmo nível de escolaridade no GDF. Mas entendemos que é preciso haver negociação realmente consequente e séria no sentido de buscar recursos para começar esse caminho.

O que não dá é para aceitar esse discurso de impedimento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),  que só é lembrada quando é para arrochar servidores.   Queremos transparência e participação na definição dos recursos do Orçamento. Em qual reunião de Orçamento Participativo, por exemplo, foi definido que a prioridade seriam as obras para a Copa? Quem definiu os cortes de investimentos em áreas tão prioritárias como a Educação?

“Não se pode tratar de forma igualitária aquilo que não é igual, somos todos trabalhadores, mas acreditamos que a Educação merece respeito e valorização e o que vemos hoje não é isso”, afirmou Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro. Ela salienta que a categoria já negociou com governos anteriores com a perspectiva do escalonamento da isonomia, desde que o patamar para negociação represente ganho real de salários ano a ano para corrigir a distorção entre as carreiras.

Imprimir