Por Luis Ricardo em 10/ago/2018

Luta contra o retrocesso marca o Dia do Basta



Essa sexta-feira (10) ficou marcada por ações e mobilizações por diversos pontos do Distrito Federal. No Dia do Basta, trabalhadores(as), movimentos sindicais, professores(as) em coordenação, a vice-presidente da CUT Nacional, Graça Foro e a população denunciaram o retrocesso imposto pela contrarreforma trabalhista, a privatização das estatais, a terceirização sem limites, o fim das políticas sociais, o congelamento dos gastos públicos, todo retrocesso na área da educação e uma série de outras medidas impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer (MDB).

Durante a manhã o Sinpro realizou uma aula pública na Praça dos Aposentados e contou com a participação de estudantes do ensino médio e professores(as) em coordenação. Em todas as falas o sentimento era de basta a todo tipo de ingerência privatista em todos os níveis da educação pública e gratuita brasileira; ao desmonte das políticas educacionais, desde o ensino básico até o superior; ao desmonte das universidades públicas e da pesquisa científica; e pelo fim da BNCC e a revogação da reforma do ensino médio e da Emenda Constitucional nº 95, de 2016, que congelou por 20 anos os investimentos do dinheiro do Orçamento da União nos setores sociais.

Durante a tarde estudantes do Núcleo Bandeirante e do Paranoá participaram de debates no Sinpro. Para a diretora do Sinpro Luciana Custódio, os estudantes tem um papel importantíssimo na luta contra todo tipo de retrocesso nesse país. “Vocês são o futuro do Brasil. Cada um precisa se organizar nas suas escolas, nas ruas e lutar por mudanças. O que vemos atualmente é uma onda de desemprego, de privatizações, do desmonte da educação e da saúde, de aumento dos preços. O movimento estudantil é um movimento organizado e imprescindível para a mudança que precisamos. Vamos revolucionar!”, ressalta a diretora.

Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT Brasília, afirmou que o Dia do Basta foi um dia de mobilização da classe trabalhadora para alertar contra o golpismo que caminha pelo Brasil. “Em várias cidades tivemos atos, paralisações e manifestações. No DF, trabalhadores e sindicatos fizeram várias ações juntamente com suas categorias, com a realização de assembleias, aulas públicas, panfletagens e uma extensa programação de mais de 20 ações previstas e outras várias que aconteceram espontaneamente. Todas deram o recado que a classe trabalhadora não aceita mais os retrocessos impostos pelo governo Temer”.

A CNTE também esteve presente em várias ações realizadas nessa sexta e engrossou a luta pelo respeito aos direitos trabalhistas e à Educação. “É inaceitável o que o governo federal está tentando fazer com o país. Estão saqueando nossas riquezas, diminuindo o investimento em setores essenciais, como a Educação e a Saúde, e tirando direitos da classe trabalhadora. Nós não aceitaremos isto e cabe a cada trabalhador e a cada brasileiro lutar por um Brasil mais justo e igualitário”, ressalta a diretora de Finanças da CNTE, Rosilene Correa.

O coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes, finalizou dizendo que os sindicatos, cada um na sua área, trabalharam com a população para esclarecer os retrocessos impostos pelo governo Temer. “O Sinpro, trabalhando a área da Educação, optou por esclarecer aos estudantes do ensino médio o que significam essas reformas e as dificuldades que cada um terá para concluir o ensino médio com as alterações feitas na BNCC. Foi um dia de luta e mostra que a categoria, juntamente com os estudantes, não permitirá essa onda de retrocessos”, finaliza Cláudio.

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