Por administrador em 03/abr/2014

Investimento em formação não é reconhecido pelo GDF



Em reunião realizada na última terça-feira (01), na sede do Sinpro, diretores do Sindicato e professores(as) que possuem mestrado e/ou doutorado nos países do Mercosul e em Portugal debateram o Projeto de Lei 379/2011, que trata do reconhecimento no Distrito Federal de tais diplomas, sem a necessidade de reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). O PL já havia sido sancionado pela Câmara Legislativa do DF, mas foi vetado pelo governador Agnelo Queiroz.

A admissão de diplomas de pós-graduação expedidos por instituições estrangeiras, de acordo com o tratado de reciprocidade acadêmica assinado pelo Brasil com o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e Portugal, já é realidade em outros estados brasileiros, mostrando o comprometimento do governo local com a busca por uma educação de qualidade. A situação é de total desrespeito aos tratados internacionais e para com os professores, que não tem seus direitos garantidos.

Dados da Associação Brasileira de Pós-Graduados no Mercosul (ABPOS-Mercosul) revelam que existem no Brasil 13 milhões de pessoas com cursos de graduação concluídos. Deste total, apenas 784 mil possuem uma pós-graduação e considerando uma média de mil habitantes, apenas 1,6 são doutores. O fato demonstra a falta de reconhecimento com educadores e educadoras que investiram na busca por mais conhecimento a fim de contribuir com o desenvolvimento educacional do país.

Diante deste cenário a diretoria do Sinpro necessita criar um banco de dados com o nome de todos os professores que estão nesta situação, com o objetivo de juntar forças para forçar a possibilidade da derrubada do veto do governador. Para isto pedimos que os interessados enviem o nome, escola, telefone e matrícula para o e-mail mercosul@sinprodf.org.br. “Os professores nesta situação estão indignados porque investiram na carreira e agora não têm seus esforços reconhecidos. O que pretendemos com este banco de dados é ter o contato de todos para marcarmos reuniões e formar uma força conjunta para derrubar este veto. Fizemos contato com a presidência da Câmara Legislativa e depois agendaremos uma ida à CLDF com um grupo de professoras para visitarmos os gabinetes dos parlamentares”, diz a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa.

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