Por administrador em 16/fev/2012

Greve da educação em Goiás: Sindicato pede mediação do MP para abrir do diálogo com governo



A pedido da direção do Sintego, o procurador-geral da Justiça, Benedito Torres Neto, irá intermediar junto ao Governo do Estado a abertura do diálogo entre a categoria e o governador Marconi Perillo. Durante a audiência no último dia 17 no Ministério Público, o sindicato reafirmou o seu interesse pela abertura das negociações. Durante o encontro, a presidente do Sintego, Iêda Leal, entregou ao procurador-geral uma pasta com os documentos que resgatam os motivos da greve dos trabalhadores em educação e justificam a sua legitimidade inclusive por meio de moções de apoio das entidades civis do Estado e do Brasil. “Com a totalidade dos educadores indignados, sofremos com as ameaças do corte de ponto e buscamos respeito ao movimento que é legitimo”, afirmou Iêda.
Segundo Iêda Leal, a categoria espera pela apresentação de uma proposta por parte do governo do Estado às reivindicações. “Assim que tivermos uma resposta, ela será levada imediatamente para a análise da categoria em Assembléia, e esperamos que o Ministério Público possa ser o intermediador das negociações”. Benedito Torres, procurador-geral de Justiça, concordou que o caminho é a abertura do diálogo e aceitou intermediar junto ao governo estadual para que esta ocorra. “Se ambas as partes não sentarem-se à mesa, não há diálogo, não há negociação”, concluiu.
Desde a aprovação do projeto de lei que rasgou o plano de carreira dos professores, achatou a tabela salarial e acabou com a gratificação por titularidade, o governador Marconi Perillo se nega a dialogar com o sindicato. Agora, com a interlocução do Ministério Público, espera-se pela resolução do impasse.
Além de Iêda Leal, estiveram presentes na audiência a vice-presidente do Sintego, Alba Valéria Lemes, o secretário geral, Reginaldo Oliveira, a diretora Bia Leal e o secretário para assuntos jurídicos, Pedro Soares. Do Ministério Público participaram Eliseu José Taveira e Abrão Amisy, subprocuradores gerais de Justiça, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Educação, Simone Disconsi, e a corrdenadora do CAO da Infância e da Juventude, Liana Antunes.

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