Por administrador em 06/jul/2011

Governo se compromete em discutir pauta que compõe Dia Nacional de Mobilização



Centenas de trabalhadores rurais, militantes cutistas, crianças e idosos, homens e mulheres, além de representantes do Sinpro-DF e vários outros manifestantes se reuniram com cartazes, faixas e palavras de ordem na Praça do Buriti, durante a manhã de quarta-feira (06), reivindicando o atendimento à pauta que compõe o Dia Nacional de Mobilização. Na parte da tarde as atividades tiveram continuidade com panfletagem na rodoviária do Plano Piloto. O objetivo da ação foi dialogar com a sociedade os pontos reivindicados pela Central Única dos Trabalhadores, que aponta três grandes eixos: trabalho e sindicalismo (ganhos reais e cláusulas sociais nas campanhas salariais do 2º semestre; redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário; liberdade e autonomia sindical; fim do Imposto Sindical; combate às práticas antissindicais; fim do Fator Previdenciário; e combate à precarização e à terceirização); alimentação (reforma agrária, PEC do Trabalho Escravo; luta contra os agrotóxicos; e contra o modelo agrário atual) e educação (aprovação do Plano Nacional de Educação em 2011; valorização dos profissionais; e educação no campo). No final da tarde o Sinpro-DF levou um documento com alterações necessárias à educação do país no anexo II do Congresso Nacional.

O secretário de governo do Distrito Federal, Paulo Tadeu, se comprometeu a agendar uma audiência entre a CUT-DF e representantes do movimento de trabalhadores rurais com o governador do DF, Agnelo Queiroz. O objetivo é levar ao governador a pauta de reivindicação que compõe o Dia Nacional de Mobilização, além da exigência de meios para combater a violência contra a mulher e proporcionar a regularização fundiária no DF. O compromisso de Paulo Tadeu com representantes da CUT e dos movimentos de mulheres e de trabalhadores rurais responde às manifestações realizadas pelo Dia Nacional de Mobilização. “Nós temos o Distrito Federal com o maior percentual de violência contra a mulher no Brasil. Nós temos aqui dois estupros por dia. A cada 10 dias uma mulher é morta vítima de violência no DF. A estrutura que o governo destinou à Secretaria de Estado da Mulher é ínfima e coloca inclusive sob risco a própria atuação das companheiras que estão lá dentro”, disse a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT-DF, Graça Sousa, durante a reunião.

No encontro, o coordenador geral da FETRAF, Francisco Miguel de Lucena, também lembrou que de todo o Brasil, o Distrito Federal registra o maior número de concentração de terras. O sindicalista lembrou que, entre os principais pontos reivindicados pelos trabalhadores rurais está a concessão da discriminatória administrativa como pré-condição à regularização das terras públicas no DF e entorno e a criação da Secretaria de Desenvolvimento Agrário. “Estamos trabalhando com o orçamento do governo passado”, disse Paulo Tadeu na intenção de justificar a morosidade do governo em solucionar certos pontos reivindicados. O secretário de governo do DF apoiou a luta dos trabalhadores e afirmou que a expectativa é de que Agnelo Queiroz receba o grupo formado pela CUT-DF e representantes dos movimentos de mulheres e trabalhadores rurais nesta quarta ou quinta-feira (6 e 7).

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