Por administrador em 14/ago/2009

GDF desrespeita a categoria e não comparece à negociação



Deveria acontecer ontem, quinta-feira, dia 13 de agosto, uma reunião para negociação entre o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e a Secretaria de Educação do DF. Esta reunião foi agendada com antecedência para debater questões relevantes de nossa campanha salarial que continuam pendentes. Também incluímos para a discussão medidas que o GDF precisa tomar referentes a gripe H1N1, ou gripe suína, já que nossa categoria é uma categoria que deve ser acompanhada como de risco pois convive diariamente com a comunidade escolar dentro de salas, a maior parte delas, apertadas, superlotadas, sem ventilação, etc.
Mas, infelizmente, demonstrando descaso e desrespeito à categoria, a Secretaria de Educação simplesmente não compareceu à reunião e não deu satisfação à Comissão que foi ao Buritinga às 10h00. Acionada por representantes da Comissão de Negociação, a secretária-adjunta de Educação Eunice de Oliveira, informou que “esqueceram” da reunião e que estavam em outra atividade do governo, na Região Administrativa do Brazlândia.
Indignada, a comissão de negociação foi embora sem discutir as questões pendentes da categoria e sobre as medidas de prevenção à gripe H1N1 que seriam apresentadas ao Governo. Esse comportamento desrespeitoso do GDF apenas demonstra o tamanho do descaso dele com a educação pública e com a saúde de uma categoria tão importante para a sociedade, assim como também com a saúde de nossas alunas e alunos.
A verdade é que as medidas que o Ministério de Saúde determina como prevenção à gripe suína não são totalmente encaminhadas pelo governo, colocando em risco a saúde de professoras e professores, auxiliares de ensino e da comunidade escolar. Simplesmente dispensar do trabalho professoras grávidas nas escolas por 10 dias é muito pouco. E os outros casos considerados pelo Ministério como de alto risco, como ficam?
Com a saúde não se brinca. É preciso ter seriedade e responsabilidade porque temos mais de 600 mil alunas e alunos todos os dias nas escolas e mais de 30 mil professoras e professores e auxiliares de ensino.

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