Por administrador em 09/mar/2009

Festa do Sinpro reúne 30 mil no Parque



Um sucesso total. Assim pode ser definida a festa dos 30 anos do Sinpro, que reuniu no mesmo espaço, o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, cerca de 30 mil pessoas, entre professores, seus familiares e a comunidade, no último sábado, dia 7. Num clima de muita alegria, pessoas das mais diferentes faixas etárias participaram do evento, que marcou o aniversário de nossa entidade.
Após o show da cantora brasiliense Ellen Oléria, que animou e surpreendeu o público pela qualidade de seu repertório, às 23 horas em ponto adentrou o palco o cantor Ney Matogrosso. O cenário, o figurino e a iluminação extremamente cuidadosa deram o tom da qualidade do show “Inclassificáveis”, considerado pela crítica especializada um dos melhores espetáculos do ano de 2008.
Artista múltiplo e exigente, Ney Matogrosso fez um espetáculo que não podia ser classificado como apenas de música. Era quase um teatro de revista, com elementos que relembravam os tempos de Secos e Molhados, “transgressor” na medida certa.
Quem o visse algumas horas antes, no momento em que fazia passagem de som, custaria a acreditar na transformação que se operaria. Simples, de jeans e camiseta, Ney recebeu com simpatia a imprensa do Sinpro. Em entrevista rápida, disse que era uma honra ter sido contratado para o show de aniversário de um sindicato de professores. “Eu respeito muito essa categoria, tenho uma irmã que é professora e fico feliz de poder participar dessa festa”, afirmou. Ele ressaltou que os sindicatos são muito importante para a defesa dos trabalhadores e que eles devem transcender às lutas corporativas.
Sobre o show ele disse que era um dos mais pops de sua carreira, um dos mais extrovertidos. Ney Matogrosso, que morou em Brasília por sete anos e trabalhava como laboratorista no Hospital de Base, na década de 60, tem como lembrança o céu da cidade. “Uma vez, por três dias, ao final da tarde, a cidade ficou totalmente lilás, não era apenas o horizonte, era tudo, o ar, as pessoas, os prédios, tudo lilás, um fenômeno que nunca mais vi em lugar nenhum”, lembra ele. Segundo ele, na época era um sonhador, mas não sonhava em ser cantor, mas sim ator. “A música veio depois, talvez por isso me considere um ator que canta, quando estou no palco”, definiu ele.

Imprimir