Por administrador em 20/jun/2013

Falta de acordo adia análise do projeto sobre royalties para educação



O Plenário não conseguiu acordo na terça-feira (18) para votar o projeto que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação. A proposta tem urgência constitucional e tranca a pauta de votações, impedindo os deputados de votar outros projetos de lei. Nem mesmo alguns acordos internacionais que estavam na pauta foram votados. Durante a sessão, o que dominou os debates foi a recente onda de protestos que tomou o Brasil. Manifestantes em várias cidades do país pedem redução das tarifas de transporte público, protestam contra os gastos com a Copa e contra propostas como a que retira o poder de investigação do Ministério Público, e pedem investimentos em saúde e educação, entre outras pautas.

O líder do PSDB, Carlos Sampaio, pediu que o Congresso assuma responsabilidades. “Como é que este Congresso pode ser respeitado por estes jovens se ainda se oculta por trás e debaixo do voto secreto? Escolhe seus representantes – nós aqui estamos – e na hora de nos posicionar, voto secreto. Como é que essa sociedade aceita que neste Congresso tramite uma PEC 37 para tirar o poder de investigação do Ministério Público, que é quem evita e impede que a corrupção ande desenfreada por este país?”

O líder do PR, Anthony Garotinho, defendeu ação imediata por parte da Câmara. “Com medidas concretas, em defesa do povo. O povo estava revoltado porque sabe que um bilhão e duzentos milhões gastos no Maracanã é o dinheiro que está faltando na escola, no hospital, no posto de saúde.”

Já segundo o deputado Mendonça Filho, do DEM de Pernambuco, o Congresso não é o principal alvo da insatisfação dos manifestantes. “Há de se ter claro as responsabilidades de quem também comanda o país, comanda a Nação. A presidente Dilma, o seu governo, o PT, os seus aliados.” Mas para o líder do PT, José Guimarães, as culpas devem ser divididas entre todas as esferas de poder. “Os milhares de manifestantes deram um duro recado aos governantes de todas as instâncias, e aos três Poderes da República. Trata-se da expressão do desejo de influir nas decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário.” Os deputados tentarão votar os acordos internacionais nesta quarta-feira.

Informações da Câmara dos Deputados

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