Por administrador em 25/ago/2014

Estratégias de informação esquentam o debate do segundo dia (23/8) do Encontro da Juventude



23082014 MESA

Antonia Pedrosa, da direção do Sinter/RR, mediou a mesa Democratização dos meios de comunicação e uso político das TICs, no segundo dia do Encontro Nacional da Juventude da CNTE (23/8).

23082014 RAFAEL VILELA

Pedro Rafael Vilela, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicaçao, que articula 300 organizações, apresentou o histórico do projeto de lei de iniciativa popular para a mídia democrática lançado em 1 de maio de 2012. O jornalista lembrou que em 2009 foram aprovadas mais de 600 propostas para melhoria da comunicação no Brasil, já que a legislação do setor está ultrapassada e o monopólio impede a diversidade: “Todos os brasileiros devem ter direito a comunicação para ampliar a liberdade de expressão e assegurar diversidade e pluralidade dos meios audiovisuais”.

A democracia nas redes sociais

23082014 MARIA FRO

Conceição Oliveira, do blog Maria Frô, falou sobre como a democratização da mídia é essencial para garantir todas as mudanças já alcançadas e como é preciso a sociedade civil assumir responsabilidade. A blogueira destacou que o Brasil tem um governo progressista e que, apesar de todos os problemas, estamos em uma época de grande disputa de narrativas independentes: “Como não temos todos os canais de comunicação, temos de usar todos os espaços de debate. Passou da hora de os professores se apropriarem do discurso da comunicação. A gente tem um papel importante nas redes sociais, não dá pra ignorar”, afirma.

23082014 RAISSA MIDIANINJA

Raíssa Galvão Resende Sena, do Fora do Eixo, contou a experiência da Mídia Ninja, grupo de comunicação independente que começou nas redes sociais para dar visibilidade a pautas quem não têm espaço nas grandes mídias. Com uma cobertura intensa das manifestações no ano passado, com transmissões ao vivo que chegaram a atingir 100 mil telespectadores por vez, o projeto teve repercussão internacional: “As pessoas tinham outra opção, outras vozes. Temos de usar as ferramentas que existem para dar visibilidade às nossas lutas, aproveitar o que a gente tem e não desistir das iniciativas livres de divulgação”.

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