Por administrador em 28/jul/2014

Eleições e demandas urgentes da CNTE



Neste segundo semestre de 2014, paralelamente às eleições gerais, a CNTE estará envolvida num profundo debate sobre a regulamentação dos principais pontos aprovados no Plano Nacional de Educação, em especial sobre a equiparação da remuneração média do magistério com outras categorias de mesmo nível de escolaridade (meta 17), sobre as diretrizes nacionais para a carreira dos profissionais da educação com piso do art. 206, VIII da Constituição (meta 18), sobre a regulamentação do Sistema Nacional de Educação, do Custo Aluno Qualidade e das verbas dos royalties do petróleo para a educação pública, entre outros temas.

 

Na primeira semana de agosto, a Diretoria Executiva e o Conselho Nacional de Entidades da CNTE se reunirão, em Brasília, para deliberar sobre o calendário de lutas da Confederação para o segundo semestre. Além das eleições, estará em pauta a CONAE 2014, o reajuste do piso salarial nacional do magistério, a estratégia de aprovação dos planos estaduais, distrital e municipais de educação, além dos pontos destacados acima.

Com relação às eleições, a CNTE espera que os parlamentos federal, estaduais e municipais sejam compostos por muitos representantes da base da categoria dos trabalhadores em educação comprometidos com a educação púbica de qualidade socialmente referenciada, condição esta que possibilitará mais qualidade e vitórias no processo de regulamentação do PNE, no próximo período.

Quanto à disputa presidencial, não obstante os limites da Lei Eleitoral, é importante destacar que nossa Confederação alinha-se, historicamente, com setores progressistas que pautam a superação das desigualdades, a valorização da escola pública, o emprego, a renda e a qualidade de vida para todos e todas em suas plataformas de gestão pública.

Neste sentido, e na condição de entidade atuante da sociedade civil, a CNTE orienta os/as trabalhadores/as em educação não apenas a votarem contra qualquer retrocesso nas políticas sociais do país, mas, sobretudo, a atuarem como formadores/as de opinião junto aos jovens e adultos (eleitores) que frequentam as escolas públicas, promovendo debates sobre as plataformas, os interesses de classe e a conduta de cada candidato.

Nossa participação no processo eleitoral, assim como em qualquer debate democrático, é de suma importância para a promoção da cidadania e para a conscientização da juventude, que precisa voltar a acreditar na política como espaço de lutas para a transformação social em benefício da maioria.

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