Por administrador em 12/ago/2014

Docentes da rede municipal de Curitiba entram no 2º dia de greve



Professores e professoras da rede municipal de Curitiba entraram em greve nessa segunda-feira (11). A paralisação foi determinada pelo Sismmac (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba) em assembleia realizada no dia 31 de julho. De acordo com o sindicato, 70% das 184 escolas da cidade ficaram paradas e mais de 35 mil alunos ficaram sem aula. A prefeitura da capital, porém, afirma que cerca de 50% dos professores aderiram à greve.

Nesta terça-feira (12), a categoria completa o segundo dia de paralisação. Matéria publicada no site do sindicato diz que “a prefeitura insiste em dizer que não há recursos para acelerar o prazo de implantação do novo Plano de Carreira. Para desmentir essa informação, o SISMMAC pesquisou o orçamento deste e dos próximos anos e encontrou uma série de gastos que beneficiam diretamente o interesse de meia dúzia de empresários, ao invés de beneficiarem o conjunto da população de Curitiba”.

Com esses números, fica fácil perceber que o problema não é falta de recursos. O que está impedindo a implantação imediata do novo Plano de Carreira é a falta de vontade política do prefeito Gustavo Fruet em priorizar realmente a educação. Ao contrário do que prometeu durante a campanha eleitoral, a área não se tornou prioridade e está longe de ser tratada como a “menina dos olhos” pela administração municipal.

As promessas feitas para a educação começaram a cair por terra já no início da gestão Fruet. Na campanha eleitoral, o prefeito prometeu destinar 30% de orçamento para a educação, mas depois de eleito alegou que esse percentual só será atingido em 2016, no seu último ano de gestão. Agora, Fruet quer estender também para o seu último ano de mandato a conclusão do enquadramento do nosso novo Plano de Carreira!

Nossa história nos mostra que só conquistamos direitos através da luta e da organização independente dos trabalhadores frente aos patrões e governos. É por isso que, mais uma vez, vamos às ruas, colocar em movimento nossa união e nosso desejo de mudança.

Confira abaixo alguns exemplos de gastos que poderiam ser revertidos a favor da educação!

Com informações do SISMMAC

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