Por administrador em 15/out/2009

Uma data para comemorar e reivindicar



Vários professores e os diretores do Sinpro-DF transformaram o Dia do Professor em uma data marcada pela comemoração da data e principalmente pela reivindicação de vários direitos descumpridos pelo governador José Roberto Arruda. No Ato de protesto realizado nesta quinta-feira, 15, na Rodoviária do Plano Piloto, a categoria mostrou à população todo o descaso que o GDF tem com a saúde do professor e outros problemas que a classe vem sofrendo. Durante mais de duas horas diretores do Sindicato e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) falaram do carro-de-som sobre a situação do plano de Saúde que não sai do papel, a licença-prêmio negada pelo governo, todo o dinheiro que o GDF deve à categoria e não paga (mais de R$ 50 milhões), além do auxílio-alimentação de R$ 3, 60 ao dia.
Para grande parte dos professores que participaram do Ato, o sentimento era de alegria pela comemoração do Dia do Professor, mas também de descontentamento e revolta. Um dos exemplos é o da professora Ana Maria de Oliveira Rodrigues. Segundo ela, a categoria é desrespeitada e não recebe o devido respeito do atual governo. “Deveríamos ter um tratamento melhor do GDF porque todas as pessoas de uma forma ou de outra passaram pelas mãos de um professor. Ao invés de recebermos homenagens no nosso dia temos de reivindicar coisas que são nossas por direito”, disse.
Outro descontentamento comum entre os participantes era com relação à condição de ensino precária em muitas salas de aula, principalmente no que se refere à segurança do próprio professor. “Precisamos buscar uma condição de vida melhor para a nossa classe e reivindicar nossos direitos. O que esperamos nesta data é que possamos ter prazer em trabalhar e para isto precisamos de condições dignas”, comenta a professora do Centro de Ensino Fundamental 301 do Recanto das Emas, Ivone Marques.
Entrega de documento de repúdio ao GDF – Além do Ato na Rodoviária um documento foi entregue ao governador Arruda solicitando negociação a respeito de vários pontos de interesse da categoria. Entre os pontos estão o aumento do valor do auxílio alimentação e o fim da contra partida paga pelos professores; a implantação imediata do plano de saúde que atenda às necessidades da categoria; a liberação imediata das licenças-prêmio por assiduidade; o pagamento das pendências financeiras (REPAGS, acertos de aposentadoria, mudança de padrão, progressão funcional referente à implantação da Lei 4075/2007, etc.); a negociação do pagamento dos precatórios; e a implantação do programa habitacional. O documento foi entregue por uma comissão de negociação dos professores, membros da direção colegiada do Sinpro e um grupo da base da categoria.
No dia em que a sociedade comemora o Dia do Professor, mais uma vez mostramos força e determinação na busca pelos nossos direitos. A nossa luta é que o respeito à categoria não esteja resumido apenas ao dia 15 de outubro, mas diariamente.

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