Por administrador em 28/mar/2014

CUT exige respeito às mulheres



Em nota oficial, presidente da CUT e secretária da Mulher, exigem que Metrô e rádio Transamérica sejam rigorosamente punidos pela propaganda que estimula assédio sexual

A Central Única dos Trabalhadores repudia veementemente a propaganda veiculada na rádio Transamérica afirmando que os vagões lotados do metrô são “bons para xavecar a mulherada”.

Esse estímulo ao crime, ao assédio e a violência abjeta contra as mulheres nos trens do Metrô de São Paulo ou em qualquer outro meio de transporte público tem de ser urgentemente investigado e punido com extremo rigor pelas autoridades competentes.

O transporte público de São Paulo, especialmente sobre trilhos, que transportam milhões de trabalhadoras e trabalhadores diariamente, não é e nunca foi prioridade do governador Geraldo Alckmin, PSDB-SP. Pior que isso, um esquema de corrupção montado por empresas da área, autoridades e servidores públicos nos sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos desviou mais de R$ 800 milhões, segundo investigações feitas pelo CADE e pela Justiça suíça. Esse dinheiro deveria ser usado em obras de ampliação e reforma das redes e troca de trens.

O descaso e o desrespeito à classe trabalhadora é tamanho que uma rádio colocou no ar uma propaganda estimulando o abominável assédio sexual às mulheres, promovendo o conformismo com a superlotação e comemorando supostos investimentos.

Apesar das evidências, o Metrô nega que tenha autorizado a propaganda. Se a peça publicitária foi ou não autorizada pelo Metrô, cabe ao Ministério Público Estadual investigar e tomar as providências cabíveis. Quanto à rádio Transamérica, que colocou no ar essa infâmia, não resta dúvidas quanto à necessidade de punição.

Assédio sexual e estupro são crimes! Não vamos permitir que a violência contra a mulher seja estimulada por comunicadores ou por empresas, públicas ou privadas.

A CUT defende o direito de todo cidadão e cidadã de circular livremente, ir e voltar de seu trabalho em condições dignas e de segurança, por meio de transportes públicos e de qualidade, especialmente as vítimas desse tipo de comportamento. Afinal, as mulheres não estão no mercado de trabalho, nas ruas e no transporte público à disposição nem para satisfazer instintos criminosos masculinos.

Nossa luta é para que as mulheres estejam em todos os espaços em condições de igualdade e exercendo sua liberdade e autonomia.

Escrito por: Rosane Silva, secretária nacional da Mulher Trabalhadora e Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

 

 

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