Por administrador em 08/abr/2014

CUT e centrais sindicais fazem ato unificado nesta quarta-feira (9)



Em defesa de mais direitos e qualidade de vida para a classe trabalhadora brasileira, a CUT e as demais centrais sindicais realizarão nesta quarta-feira, dia 9, em São Paulo capital, a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora. A expectativa das centrais é de que 50 mil pessoas participem da manifestação.

Para os dirigentes das centrais, a retomada da unidade do movimento sindical é fundamental para fazer avançar a pauta da classe trabalhadora, que tem como principais pontos o fim do fator previdenciário; a redução dos juros e do superávit primário; a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário; o combate ao PL 4330, legaliza a subcontratação generalizada e precariza o trabalho; e a igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (7), as centrais divulgaram documento que será entregue à presidenta Dilma Rousseff, aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho. O material retoma a “Agenda da Classe Trabalhadora para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”, construído em 2010, durante ato no estádio do Pacaembu.

O secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre, destacou que os trabalhadores defenderão também a manutenção da política de crescimento com distribuição de renda adotada na última década e conquistas como a valorização permanente do salário mínimo, resultado da luta conjunta do movimento sindical.

“A Europa está vivendo os problemas atuais porque adotou medidas extremamente conservadoras em sua economia, contra os trabalhadores, e agora colhe resultados ruins. Nosso país só cresceu nos últimos anos porque resolveu enfrentar a pobreza e promover a inclusão social. Esse é o caminho do crescimento e não a política de aumento de juros”, disse Nobre.

Pauta unitária das Centrais sindicais para a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora

Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário;
Fim do fator previdenciário;
Defesa da política de valorização do salário mínimo;
Contra o Projeto de Lei 4330, da terceirização;
Correção da tabela do imposto de renda;
Reforma agrária;
Direito à verdade, justiça e reparação dos crimes da ditadura militar;
Plebiscito para Constituinte Exclusiva e soberana da reforma política;
Democratização dos meios de comunicação;
10% do PIB para a educação;
10% do Orçamento da União à saúde;
Em defesa das Convenções 151 e 158 da OIT;
Fim dos leilões do petróleo;
Valorização das aposentadorias.

Imprimir