Por administrador em 29/mar/2012

CUT-DF repudia nota do GDF contra greve dos professores



Por meio de propaganda na mídia comum, o governo do Distrito Federal reforçou sua postura intransigente sobre a greve dos professores e professoras do ensino público local. A veiculação tem objetivo de confundir a comunidade e enfraquecer o movimento grevista da categoria através de uma série de inverdades patrocinadas pelo governo eleito pela própria classe trabalhadora.

Na nota, o GDF afirma que concedeu aos professores o reajuste salarial de 13,83%, o maior do país. Entretanto, esse valor representa o reajuste do índice do Fundo Constitucional do DF de 2011 e foi dividido em três parcelas (abril e setembro de 2011 e março de 2012).

O governo ainda afirma que contratou mais de 400 professores efetivos. Entretanto, a realidade é que foram contratados apenas 324 professores, sendo que o cenário atual apresenta uma carência de 3 mil professores.

Entre os argumentos, o GDF também coloca como verdade a reforma de 300 escolas da rede pública. Todavia, foram feitas apenas pequenas pinturas e reparos. Nenhuma reforma estrutural foi realizada. Para se ter certeza disso, basta percorrer as escolas públicas do DF.

Para desmobilizar os professores e professoras e colocar a comunidade contra o movimento legal da categoria, o governo ainda afirmou ter dado aumento de 55% no valor do auxílio alimentação. Este percentual foi aplicado para todos os servidores do GDF.

O argumento de que Gestão Democrática está sendo implantada nas escolas também vai por água abaixo. Até agora a Lei não saiu do papel, e só foi aprovada e sancionada depois de muita pressão dos trabalhadores em educação.

Um dos argumentos mais forte utilizados pelo GDF é de que não pode atender as reivindicações dos professores e professoras para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Entretanto, o que não foi divulgado é que se o governo aplicar 100% do que é repassado pela União para a Educação, a LRF não será ferida. Além disso, o GDF não se preocupou com essa Lei quando criou secretarias com centenas de cargos comissionados.

A classe trabalhadora e suas entidades representativas foram as primeiras a se mobilizarem para, no período eleitoral, defender a vitória de Agnelo. Entretanto, até agora, a classe trabalhadora só teve desgostos. Diante disso, reforçamos nosso apoio não só aos professores, mas a todas as categorias de trabalhadores e trabalhadoras do DF e repudiamos as ações reacionárias do governo do Distrito Federal.

Diretoria Executiva da CUT-DF

 

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