Por administrador em 06/fev/2009

CUT-DF contra aumento de passagens



O aumento dos bilhetes de metrô e algumas linhas de microônibus em 50%, desde o dia 1º deste mês, não passou despercebido pela CUT-DF, sindicatos filiados, movimentos estudantil, social e popular, partidos políticos e organizações de luta em defesa do transporte coletivo. Ao contrário, os militantes desses segmentos vêm se organizando deste o anúncio do aumento, feito pelo secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, no dia 30 de janeiro. A última deliberação foi feita no dia 5, em reunião realizada com mais de 30 pessoas. No encontro, ficou definido que uma grande manifestação será realizada no dia 18 de fevereiro, a partir das 16 horas, na Rodoviária do Plano Piloto.

Para chamar toda a população à manifestação, será feita panfletagem nas escolas, rodoviárias e outros pontos da região. O folheto explicará o rombo no bolso que o aumento das passagens vai causar aos usuários do transporte coletivo, além de expor outras lutas, como a reivindicação pelo passe livre para os estudantes e desempregados e a revitalização da TCB (Transporte Coletivo de Brasília).

A panfletagem já começa nesta sexta-feira (6) durante manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre, na Rodoviária do Plano Piloto, a partir das 18 horas.

Na reunião também ficou acertado que será elaborada uma carta denúncia para ser protocolada no Ministério Público, solicitando que as empresas de transporte detentoras de concessão pública publiquem balanços periódicos, ampliando o controle da população sobre suas contas.

Rombo no bolso
Com o aumento das passagens, algumas linhas do micro-ônibus que custavam R$ 1, passaram a valer R$ 1, 50. Já quem usa o metrô terá que desembolsar R$ 3 em cada trecho de segunda a sexta-feira e, nos sábados e feriados, quando há promoção, R$ 2, preço que antes era cotado em R$ 1. Com isso, um trabalhador, por exemplo, que gastava R$ 88 por mês de transporte, passará a gastar R$ 132. Por ano, a diferença chega a R$ 528, mais que o valor de um salário mínimo (R$ 465).

O novo alvo do governo é aumentar os bilhetes das linhas convencionais em R$ 0, 50. Com isso, quem paga R$ 132 por mês de passagem vai passar a pagar R$ 154. No fim do ano, a soma do preço das passagens vai ser de R$ 1.848, o valor de quase 4 salários mínimos.

Por: Vanessa Galassi, da CUT-DF

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