Por administrador em 18/set/2013

Começa nesta quinta II Encontro Pedagógico Latino-Americano



No segundo e último dia do Encontro da Rede de Trabalhadoras da Educação, as educadoras participantes se reuniram em grupos de trabalho para definir os eixos das propostas que serão debatidas no II Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano, que começa nesta quinta-feira (19/09).

Fátima Silva, vice-presidente da IEAL e secretária de relações internacionais da CNTE, abriu o dia falando do simbolismo do evento ser realizado em Recife e na região nordeste que foi palco de várias revoluções e acontecimentos importantes na história do Brasil, como a guerra de Canudos, o grupo ativista de Maria Bonita e Lampião, que tratava as mulheres com igualdade perante os homens e de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra.

Haldis Holst, secretária-adjunta da Internacional da Educação, afirmou que as mulheres (sic) são a cara e o futuro de cada sindicato, porque “ter o coração de uma mulher é ter o coração de toda a comunidade”.

“Na Noruega, que é o meu país, celebramos em 2013 os 100 anos que as mulheres conquistaram o direito ao voto. Além da democracia, precisamos educar continuamente o povo, deixando uma herança para nossos filhos, netos e para todos. Apoiar permanentemente os sindicatos, construindo uma rede de comunicação e debate em todo o mundo é fundamental neste processo”, afirmou Haldis.

Na solenidade, a mesa lembrou o “Gender equality action plan” (ou, em português, Plano de Ação para a Igualdade de Gênero), um guia da IEAL para os sindicatos afiliados no debate da questão. O guia lembra que, entre os principais problemas enfrentados pelas mulheres, que dois terços das 774 milhões de pessoas no mundo que não sabem ler são mulheres e que 70% das pessoas mais pobres do planeta também são mulheres. Acesse aqui a versão em inglês.

Hugo Yasky, presidente da IEAL, afirmou que é muito importante seguir consolidando o espaço da Rede de Mulheres de Trabalhadoras da América Latina. “O protagonismo alcançado pelas trabalhadoras foi uma parte importante das mudanças que tivemos na América Latina nos últimos anos, estamos convencidos que a participação das trabalhadoras é imprescindível para a construção de uma educação pública de qualidade e que ofereça uma formação completa aos alunos”.

Para Stella Maldonado, membro do comitê executivo mundial para a América Latina, o movimento é um processo social de construção permanente. “Necessitamos da participação efetiva nos centros de decisão e o mundo sindical precisa provocar o debate nas organizações”, lembrou.

 

Imprimir