Por administrador em 30/mar/2010

CNTE participa dos debates do segundo dia da Conae



Na tarde desta segunda-feira (29), a CNTE participou de cinco colóquios da Conae 2010. Diretores da CNTE reforçaram o posicionamento dos trabalhadores em educação em temas como o papel do estado na regulação e na garantia do direito à educação; gestão democrática e qualidade social da educação; e PDE e a construção coletiva de referenciais para a efetivação da qualidade social da educação.

Roberto Leão, presidente da CNTE, integrou a primeira mesa de discussão e criticou a lógica de organização do Estado. “O estado está organizado a partir de uma disputa de interesse, em que essa organização se dá sob a ótica da minoria que detém o poder econômico, impedindo a consolidação de projetos sociais que poderiam contribuir com o progresso da sociedade”, enfatizou.

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foi elaborado de forma isolada e não atende completamente às necessidades de melhoria da educação no Brasil. Essa é a posição da secretária de Relações de Gênero da CNTE, Raquel Guisoni. Ela falou na presença do representante do MEC, Romeu Caputo, e do representante do Conselho Nacional de Educação, Mozart Ramos.

“Um plano como esse precisa ser feito de forma articulada com um plano nacional de educação. Disseram que o PDE foi construído de forma coletiva, discordo. Vários movimentos sociais ficaram de fora da elaboração do PDE, inclusive a CNTE, que representa a classe trabalhadora”, declarou. Raquel pontuou que o PDE tem várias ações positivas, mas sua concepção deveria ser muito mais abrangente. “A educação não pode ser tratada de maneira isolada, ela precisa estar vinculada em um projeto de desenvolvimento do Brasil”, disse.

“A qualidade da educação também depende da valorização da classe trabalhadora, com incentivo à formação e a aplicação do Piso Salarial Profissional Nacional. É revoltante ver Estados com maiores recursos financeiros negarem que não têm condição de pagarem o Piso, um absurdo. Para os municípios que não têm mesmo condições de pagá-lo, o Governo Federal deveria reagir e ajudar com o restante dos recursos para essas cidades”, enfatizou.

Sobre a gestão democrática da educação, Denilson Bento da Costa, secretário geral da CNTE, destacou a importância do trabalho realizado em parceria entre a escola e a sociedade civil. Joel de Almeida Santos, secretário adjunto de assuntos educacionais da CNTE, e Maria Inez Camargos, secretária de organização da CNTE, coordenaram, respectivamente, os colóquios “Desafios na Construção da Qualidade Social e Democrática da Educação para todos (as) e” Concepções curriculares e a consolidação político-pedagógica da prática educativa.

(Fonte: CNTE)

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