Por administrador em 15/fev/2013

Ciclos dependerão de adesão das escolas: prevalece o bom senso



Reuniao quinta ciclosEm reunião nesta quinta-feira,14, com a comissão de negociação e a secretaria de Políticas Educacionais do Sinpro, o secretário de Educação, Denilson Costa, afirmou que a organização por ciclos e semestralidade não será obrigatória nas escolas públicas. Ele afirmou que a Secretaria de Educação implantará a proposta primeiramente nas cidades de São Sebastião, Santa Maria, Recanto das Emas, Guará e Núcleo Bandeirante, mas que mesmo nessas cidades se alguma escola entender que não há condições para implantação imediata poderá apresentar justificativa para que a SEE analise a possibilidade de adiar a implantação.

Ele afirmou ainda que serão realizados seminários e palestras sobre o tema e que a proposta será debatida na Conferência de Educação que será realizada em julho. Informou também que a Eape será organizada para trabalhar com a formação no interior das próprias escolas, beneficiando não apenas os professores das escolas que aderirem, mas toda a rede.

Hoje cem por cento das escolas classes já trabalham com o Ciclo 1, chamado de BIAs(Blocos Iniciais de Alfabetização) e, das 377 existentes,  340 aderiram ao ciclo 2. Das 194 escolas que trabalham com alunos do 6° ao 9° anos  nove aderiram. Já no ensino médio, das 96 escolas, houve a adesão de 50 escolas..

O Sinpro solicitou que todas as adesões sejam revalidadas pela comunidade escolar. O Sindicato, que desde o início questionou a implantação imediata dos ciclos e semestralidade, entende que prevaleceu o bom senso exigido pela categoria, que em assembleia se posicionou contrária à implantação açodada da matéria. Defendemos que o debate realmente aconteça, em respeito à Gestão Democrática e à possibilidade de que essa mudança no sistema seja feita de maneira tranquila e em benefício da qualidade da Educação na escola pública, com investimentos na infraestrutura das escolas, diminuição dos alunos em sala de aula e formação do corpo docente. Avaliamos que passar de uma imposição imediata para o diálogo significou um avanço e representa o resultado da luta da categoria.

Imprimir