Por administrador em 25/ago/2014

Casos de sucesso com juventude organizada



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A mesa “Experiências de organização de trabalhadores/as jovens no movimento sindical”, na tarde de sábado (23/8), segundo dia do Encontro Nacional da Juventude da CNTE, abordou diferentes experiências da juventude no movimento social.

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O membro do conselho de administração da OIT, Antonio Lisboa, secretário de relações internacionais da CUT e de finanças da CNTE, abriu o debate: “O desafio do movimento sindical é encantar a juventude para a política”.
Éryka Danyelle Silva Galindo, assessora da secretaria de Juventude da Contag, informou que de 2007 a 2012 foram fechadas mais de 13 mil escolas do campo. Para ela, a formação de alianças estratégicas é fundamental: “A Contag tem assento em espaços de participação social da juventude, para promover o diálogo com outras entidades”.

Alejandro Medina, representante do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação do México (SNTE), apresentou a estrutura da entidade, que tem 70 anos de atuação: “Nosso lema é educação a serviço do povo”. Um dos desafios naquele país também é ampliar a participação do jovem educador no sindicalismo.

Para o vice-presidente do Sindicato de Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, a juventude não é pauta do sindicalismo: “Mas no meu sindicato, a comissão de juventude organiza eventos culturais e de lazer para atrair os jovens à entidade, para criar momentos de diálogo e inseri-los no debate”. Ele reforça que o sindicato tem que tornar-se parte da vida da pessoa, como a escola, o trabalho: “O desafio é dialogar e criar no jovem de hoje o sentimento de pertencimento “criar no jovem de hoje o sentimento de pertencimento”.2014-23-08 encontro da juventude cnte 44
Além de definir uma pauta de ações para organização do Coletivo Nacional da Juventude da CNTE, os educadores vão discutir a produção de uma pesquisa sobre o perfil do jovem dentro dos sindicatos.

Carlos Guimarães, coordenador do Coletivo Nacional, disse que não só a pesquisa, mas todo o debate, constrói uma perspectiva da importância da participação dos jovens no sindicato: “Para esses jovens participarem e nós sabermos onde eles estão, precisamos identificá-los. E este encontro parte da premissa de que uma pesquisa, que está sendo construída aqui, para que os sindicatos filiados à CNTE apliquem na sua base, ajuda a estruturar os coletivos e a ter o perfil da juventude do sindicato e, assim, fornecer à confederação os dados nacionais de dados para termos uma identidade dos jovens trabalhadores em educação. É importante que os sindicatos participem e as direções encampem essa pesquisa para que ela realmente traga a leitura dos jovens que estão na nossa base”.

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