Por administrador em 24/abr/2009

Assembléias Regionais discutirão proposta na segunda



Acatando a orientação dada pelo comando geral de greve, os cerca de cinco mil professores presentes à assembléia desta sexta aprovaram que a proposta apresentada pelo GDF seja discutida com mais profundidade nas assembléias regionais da próxima segunda-feira, antes de ser apreciada em assembléia geral na terça-feira, dia 28, às 10h, no Buriti. Na avaliação do comando a proposta é insuficiente quanto à sua formalização, principalmente porque no que diz respeito a deixar claro como será feita a reposição e o pagamento dos dias parados.

A Assembléia Geral começou às 10 horas da manhã com forte presença da categoria, que lotou a área circunvizinha da Catedral de Brasília. Os professores mostraram-se descontentes com a proposta do GDF, que prometeu pagar os 15, 31% acordados em lei até março de 2010. Até lá, o governo reveria, em julho e novembro, a receita tributária com possibilidade de aumentar o reajuste de 5% até chegar ao total reivindicado pela categoria.

Entretanto, a categoria avaliou que, mesmo com problemas, a proposta apresentada já é um avanço. “Mesmo com todos os problemas que esta proposta tem, nós a arrancamos na marra. Até pouco tempo, o governo dizia que o reajuste para a nossa categoria seria zero e, agora, já temos uma proposta”, discursou a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga.

Rejane ainda afirmou que a comissão composta pela CUT-DF e representantes da sociedade civil vai fazer o possível para se encontrar novamente com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para informá-lo sobre a decisão da categoria e forçar um aperfeiçoamento da proposta feita. “Nós estamos dispostos a ficar dia e noite à disposição do governo, seja em qualquer dia, para avançar na proposta”, disse.
“Essa proposta é capenga. O que o governo está fazendo é uma vaga promessa de melhoria. Isso foi um banho de água fria para a categoria”, reclama Leonardo Pedrosa, do Centro de Ensino Fundamental 01, do Riacho Fundo. “É decepcionante. O GDF tem que negociar os dias parados e não dá para receber o retroativo de março e abril em seis vezes”, argumenta Elenir Vieira, da Escola Arapoanga, de Planaltina.

“A proposta é muito solta. Do jeito que está, o professor não tem garantia que o Arruda vai pagar. Dinheiro ele tem para pagar os 15, 31% que reivindicamos”, defende Adriana Magalhães, do Centro de Ensino Médio 304, de Samambaia.

Os professores presentes à Assembléia acreditam que a proposta insuficiente vai ajudar no aumento da adesão ao movimento grevista. “Se o Arruda tem a intenção de cortar o ponto dos professores, a solução é continuar a greve”, afirma Luciana Souza, do Centro de Ensino Infantil 01, do Gama. “Os professores estão indignados com a proposta. Por isso, a adesão só tende a aumentar. A minha escola, a CEF 15, de Ceilândia, estava 90% paralisada. Agora a adesão vai para 100%”, garante o professor Cícero Lopes.

Além de ter aprovado a manutenção da greve por tempo indeterminado, a Assembléia definiu ainda pela participação no ato conjunto dos servidores públicos do GDF, contra o congelamento de salários e em apoio à greve dos professores. O ato acontecerá às 9h também no Buriti, mesmo local da Assembléia Geral da categoria, que ocorrerá às 10h.

Imprimir