Por administrador em 09/abr/2009

Apelo ao governador: cumpra a lei



Governador, em resposta ao seu apelo publicado pela imprensa no dia 8 de março, fazemos nós o nosso apelo:
Em 2007 e 2008, os professores negociaram exaustivamente com o GDF e priorizaram o diálogo. Como resultado dessa postura, foi feito um acordo e aprovada uma lei que evitou a greve naquele período. O acordo previa reajustes diferenciados em 2009 e 2010 como início de um esforço para a isonomia da carreira com outras de nível superior. Mas, infelizmente, o GDF não reajustou os salários da categoria conforme previsto na lei.
Diante dessa atitude, não restou aos professores outra saída senão decretar greve, a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril. Temos consciência dos transtornos que a paralisação traz aos alunos e aos pais, e esperamos que o governador cumpra o seu dever, possibilitando que a normalidade seja restabelecida rapidamente nas escolas.
Por isso, fazemos um apelo ao governador: os dados que apresentamos, mais do que claros, mostram que o GDF tem a possibilidade de cumprir o acertado com os professores. O próprio presidente Lula está fazendo isso com categorias que fecharam acordos em 2007 e 2008. É o caso, por exemplo, dos policiais civis do DF, que por terem o reajuste vinculado ao da Polícia Federal, já receberam o percentual de reajuste acertado. Tudo é questão de prioridade! Se todos concordam que a educação é o único caminho para o desenvolvimento de uma sociedade, porque não apostar que salários melhores significarão professores mais satisfeitos, menos doentes e mais preparados?
Governador Arruda, o senhor próprio admite que é preciso melhorar os nossos salários. Vale lembrar que mesmo com esse percentual de reajuste os nossos salários ainda não chegarão nem perto de outras carreiras de nível superior do GDF. É apenas o começo de uma almejada isonomia. Sabemos que a crise é grave e temos consciência de que o percentual de reajuste do Fundo Constitucional, em 2010, será bem menor do que o reajuste de 2009. Mas no momento sabemos que o FCDF cresceu mais de um bilhão de reais entre 2008 e 2009, o que permite o reajuste pretendido à categoria e ainda sobra bastante dinheiro para aplicação nos outros setores custeados pelo Fundo.
Governador, está nas suas mãos a solução para a greve. Ao contrário do que o senhor externou em seu apelo, não estamos interessados em uma “queda-de-braço”:desde o início da discussão sobre a reformulação de nosso plano de carreira priorizamos o diálogo, inclusive aceitando fechar um acordo escalonado, que previa reajuste em 2008, 2009 e 2010. Hoje lutamos apenas pelo que é um direito garantido por uma lei aprovada por unanimidade por todas as forças políticas com assento na Câmara e sancionada por vossa excelência.
Reconhecer isso é efetivamente priorizar a educação.
Sindicato dos Professores no Distrito Federal.

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