Por administrador em 17/mar/2014

Policiais procuram dupla que invadiu CEF 209 e atirou em aluno de 14 anos



Menos de 15 dias após um adolescente de 14 anos ser baleado no Caseb, na 909 Sul, outro aluno da mesma idade levou um tiro dentro de uma unidade pública de ensino do Distrito Federal. Desta vez, o caso aconteceu em Santa Maria. Por volta das 21h30 de quinta-feira, dois homens entraram no Centro de Ensino Fundamental 209 pela porta da frente, atiraram no adolescente do 6º ano e fugiram depois de pular o muro. O disparo atingiu o pé da vítima, que relatou à polícia não conhecer os acusados. A 33ª Delegacia de Polícia investiga o caso. Os peritos passaram a manhã no local, mas, até a publicação, nenhum suspeito havia sido preso.

A vítima estuda à noite por estar matriculada na Educação de Jovens e Adultos (EJA). De acordo com a Secretaria de Educação, a escola tem um vigia contratado para controlar a entrada e a saída dos jovens. No entanto, no período noturno, não é necessário usar uniforme, o que prejudica a identificação. Por meio de nota, a pasta informou ter uma parceria com o Batalhão Escolar, que faz rondas, vistorias e palestras nos colégios públicos.

A família do adolescente não se conforma com a insegurança dentro da unidade de ensino. “A gente deixa o nosso neto lá, e acreditamos que ele está seguro. De repente, ficamos sabendo que ele foi baleado. É revoltante”, reclama a avó da vítima. Ela clama por mais vigias ou policiais no local. “Ele estava estudando, não estava na rua. Estou pensando em sair de Brasília. Aqui, não temos mais tranquilidade”, lamenta.

A avó descreveu o menino como tranquilo e não acredita em acerto de contas. “Ele não conhecia os homens que atiraram nele. Alguns colegas disseram que a bala era para outro garoto”, conta. Após o tiro, o aluno foi encaminhado ao Hospital Regional do Gama e não corre risco de morte. Vizinhos da escola relataram ao Correio o momento do tiro. “Pensamos que era uma bombinha, do tipo chumbinho, pelo estalo. Mas logo vimos todo mundo correndo. Os estudantes estavam desesperados, e o menino gritava de dor”, revelou uma moradora, que preferiu não se identificar.

(Do Correio Braziliense)

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