Por administrador em 14/out/2014

A Educação repudia o preconceito e a intolerância



A infeliz declaração de um dos mais impopulares ex-presidentes do Brasil – que não se cansa de servir de porta-voz a uma elite conservadora, mesquinha e preconceituosa – desencadeou uma onda nefasta de preconceito e intolerância contra a população nordestina, que votou massivamente na candidata Dilma Rousseff no último dia 5.

Tendo direcionado seu governo para um terço da população brasileira, deixando os 2/3 restantes à mercê do desemprego, da informalidade e da indigência, as declarações de Fernando Henrique Cardoso não soam estranhas, pois revelam exatamente sua visão de mundo atrelada aos interesses dos endinheirados. O problema, porém, são as consequências dessa atitude irresponsável!

A diversidade é a marca registrada do povo brasileiro, seja para o bem ou para o mal. Nossa miscigenação com os povos africanos, por exemplo, ao mesmo tempo em que nos proporciona dádivas na culinária, na música, na dança e na religiosidade, também nos remete ao compromisso de resgatar a dignidade e o respeito ao povo negro, historicamente marginalizado e empobrecido. No caso do Nordeste, de praias lindas, povo caloroso e receptivo, culinária de muitas iguarias, o processo de industrialização concentrado no eixo sul-sudeste impôs à Região miséria extrema, a qual se tenta, com sucesso, reverter na última década.

A verdade é que somos um único povo, ainda que com tantas diferenças, sobretudo sociais. E sobre o aspecto da injustiça, nossa Constituição não se omitiu em lançar as bases para a construção de um Estado com compromisso social. Diz o art. 3º da Carta, que o ex-presidente FHC sempre ignorou: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

Mesmo com toda força e dignidade que o povo nordestino possui para dar sua própria resposta a FHC e seus correligionários, a CNTE não poderia deixar de se manifestar sobre essa causa de conteúdo civilizatório e humanitário.

Lutamos por um país justo e sem apartheids!

Contra todas as formas de discriminação e preconceito!

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