Por administrador em 25/mar/2010

4ª Jornada Nacional de Debates



As centrais sindicais brasileiras e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) iniciaram, nesta terça-feira (23), a 4ª Jornada Nacional de Debates. A Jornada passará por todas as capitais brasileiras e tem como tema “Negociações coletivas em 2010: Recuperação salarial e Redução da Jornada de Trabalho”. Em estudo divulgado no último dia 19, o Dieese apontou que apesar do Brasil não ter apresentado crescimento econômico – o Produto Interno Bruto (PIB) ficou negativo em 0, 2% –, 80% das negociações salariais realizadas em 692 categorias resultaram em aumento real de salário.
De acordo com o coordenador de Relações Sindicais da entidade, José Silvestre Prado de Oliveira, a expectativa neste ano é de crescimento econômico elevado e expansão do nível do emprego. “Em 2010, quando há perspectiva do PIB crescer acima de 5%, a tendência é que melhorem de forma substancial a produção e as vendas. Com isso, a expansão também deve atingir o mercado de trabalho, com a elevação dos ganhos e da formalização. Acreditamos que em 2010 todos os setores tenham um bom desempenho”, explicou.

Plano de trabalho
A partir das discussões, que farão um resgate sobre a conjuntura, mostrarão como o País enfrentou a crise e as razões da expectativa de crescimento, as entidades apresentarão um plano de trabalho sobre os temas. Para Denise Motta Dau, secretária de relações do trabalho da CUT, as campanhas dos sindicatos neste ano serão uma oportunidade para os trabalhadores discutirem com os empresários temas que ainda não avançaram no Congresso nacional, como a luta pela redução da jornada de trabalho. “Os acordos coletivos são um espaço para criar uma conjuntura favorável à redução da jornada e mobilizar os sindicatos em torno dessa bandeira. Por isso, nossas bases devem incluir esse ponto de pauta em todas as discussões.”
O economista do Dieese acredita que esse seria o momento ideal para diminuir a jornada semanal de 44 para 40 horas. “Ao contrário do que aconteceu em 1988, ano da última redução, a economia está crescendo e vai crescer mais ainda. Além disso, enquanto a produtividade na indústria entre 1998 e 2008 superou 80%, o salário caiu mais de 30%. Existe ainda um outro ponto, que é o fato da redução ser um elemento potencial para geração de emprego e a alteração para 40 horas representar somente 1, 99% de custo para a produção industrial, conforme pesquisa da própria CNI (Confederação Nacional da Indústria). Por outro lado, você terá mais tempo para o convívio familiar, para atividades sociais e qualificação, uma das exigências do patronato.”
Com informações do site da CUT-DF

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