Por administrador em 25/dez/2013

Identidades, ideais e violência: mídia que constrói e exclui.



Categoria Redação VI – Ensino Médio / EJA 3° Segmento – 3° Lugar
Autor: GABRIELA CRESPO GOMES DOS SANTOS
Escola: CEM SETOR LESTE / PLANO PILOTO

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Identidades, ideais e violência: mídia que constrói e exclui.

Desde a infância, nos são apresentadas diversas representações de várias espécies através de desenhos animados, livros, filmes, etc. Da mesma forma que cada criança assimila explicações e expressões emitidas por sua família e outras pessoas ao seu redor, construindo linguagem e valores, as representações presentes na mídia também participam da sua formação enquanto individuo, visto que encerram conteúdo cultural, social e moral.

A palavra “mídia” tem raiz no Latim “media”, plural de “médium”(meio). Portanto, originariamente, significa “meios”, ambientes em que se vive aos quais se vive e aos quais se é exposto/a. Nos meios de comunicação, as tais representações tornam-se referencias: referenciais de como o mundo funciona, do que é feio, bonito, agradável, neutro; sugerem-se preferências e possibilidades a toda hora.
Sendo, portanto, atuante na construção de identidades e comportamentos, a mídia não só muda a forma como vemos o mundo, ela também corre o risco de transmitir equívocos que, por sua vez, podem gerar violência: cada comportamento, sentimento, estilo de vida (escolhido ou não) traz atrelados a si uma série de adjetivos. Como, na grande mídia, esse processo participa na produção de preconceito e violência?

Nas novelas, negras/os são quase sempre subordinadas/os, raramente lideres ou protagonista; nos filmes de princesa, a jovem magra da realeza – modelo do agradável – é, majoritariamente, a bela e desejada, e o objetivo de sua vida é conquistar o príncipe. A velha gorda-bruxa, modelo de desprezível – é má e nunca tem final feliz.

Esses são apenas alguns exemplos. Em termos de Brasil, o oligopólio dos veículos comunicacionais está evidente na não expressão da diversidade (étnica, religiosa, sexual, de gênero…); camadas marginalizadas da sociedade raramente se encontram devidamente representadas na grande mídia. Com tamanho controle sobre os meios de comunicações (em torno de dez famílias os dominam, no país), a liberdade de expressão de brasileiras e brasileiros fica absurdamente comprometida.

Esta problemática situação e a urgência para mudá-la levam ao debate sobre a democratização da mídia. É de suma importância discuti-la e sonhar que, um dia, a pluralidade de pensamentos prospere no Brasil – algo que demanda ampla mobilização e só será obtida após dada ao povo brasileiro a possibilidade da expressão, em seu vasto sentido. Dizer que a mídia influi no nosso modo de ver o mundo é sensato; poder expor múltiplas formas de se ver o mundo é revolucionário.

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